Projeto


ESTADO DE  MATO GROSSO
SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO
ESCOLA ESTADUAL “IGNÁCIO SCHEVINSKI FILHO” SORRISO/MT
Rua: PASSO FUNDO, 1243
BAIRRO  INDUSTRIAL  I , Tel: 66 3544 0416/2251
E-Mail: coordenacaoinacio@hotmail.com










PROJETO SALA DE EDUCADOR













COORDENADORES:

GLÁUCIA CHRISTIANE BORSTEL CICHOSKI
NILDA DA LUZ MACHADO SANTOS
ZEFERINO PASSOS GUARREZI JUNIOR       
                            IDENTIFICAÇÃO
                                    
1 -        DADOS DE IDENTIFICAÇÃO
1.1 -     ESCOLA ESTADUAL “IGNÁCIO SCHEVINSKI FILHO”
1.1.1-   MODALIDADES DE ENSINO
REGULAR: FUNDAMENTAL E MÉDIO
1.2-      EQUIPE GESTORA:
DIRETOR ELEITO PARA O BIENIO: 2010/2011
                                    DUZENY BENTO DA CRUZ
                        PRESIDENTE DO CDCE:
APARECIDO FERNANDES SANTANA      
TESOUREIRA DO CDCE:
                                 MARCIVANE GARGHETTI ROTTA FRANCHI

1.3-COORDENADORES: GLÁUCIA CHRISTIANE BORSTEL CICHOSKI
                                               NILDA DA LUZ MACHADO SANTOS
ZEFERINO PASSOS GUARREZI JUNIOR

1.6 -LISTAGEM DE FUNCIONÁRIOS EM ANEXO:
                                                   















CONTEXTUALIZAÇÃO DA ESCOLA
  
         A Escola Estadual “Ignácio Schevinski Filho”, criada em 1993 pelo decreto 4.129/94, funcionando por 13 anos no antigo prédio da E.E.Mario Espnelli. Atualmente funciona em novo prédio inaugurada pelo ex-governador Blairo Maggi; localizado no bairro Industrial I; Rua Passo Fundo nº1243; Sorriso MT. Estrutura atual foi projetada em forma de Y de 2.900m de área construída e possui 13 salas de aula; 02 banheiros femininos e 02 banheiros masculinos ambos já adaptados ao portador de necessidades especiais; 01 cozinha e amplo saguão que serve de refeitório com mesas e cadeiras e bancos, 01 sala de coordenação; 01 sala de professores, 01 sala para Direção e secretaria todas com banheiro interno; exceto a sala de professores e almoxarifados.
        Para pesquisa e apoio pedagógico a escola conta com os seguintes recursos e instrumentos: 01 TV 29 polegadas, 02 DVDs, 01 Tv de 20 polegadas,  01 laboratório de informática composto por 26 computadores (positivo), 01 data-show, 01 micro-system, 01 caixa de som e 01 microfone, 01 filmadora digital, atendendo assim aos alunos nos três períodos; 01 biblioteca escolar com aproximadamente 3000 livros títulos nas diferentes áreas de conhecimento apenas 01 profissional distribuído nos períodos vespertino e noturno; dificultando muitas vezes o acesso a pesquisa e a leitura, o que nos leva a reivindicar um profissional disponível em tempo integral possibilitando a ampliação de maior oferta e melhoria de conhecimento  através do prazer da leitura.
           A escola trabalha nas modalidades de ensino regular: 1ª, 2ª e 3ª fase do 3º ciclo e  seriação no Ensino Médio, foram efetivadas até o momento 1064 matriculas assim distribuídas;  442 alunos no entre as turmas da 1ª e 3ª fase do 3º ciclo,  e no  E. Médio, com 600 alunos; levando em conta que esse número sofre constante oscilação no percurso do ano letivo principalmente no período da safra e entre safra ora aumentado a entrada dos mesmos ora aumentando a saída, transferência, em virtude do fluxo migratório devido a instabilidade financeira da família.
     Ao contextualizar a realidade da ESCOLA ESTADUAL IGNÁCIO SCHEVINSKI FILHO, criada em 1994, porém à partir de 2007 inaugurada em novo prédio, novo endereço atendendo uma clientela de aproximadamente 1060 alunos distribuídos nos períodos, (manhã, tarde e noite), clientela esta  proveniente de (10) dez bairros periférico; circunvizinhos da escola geograficamente falando;  é  relevante levarmos em conta a realidade socioeconômico e cultural   de nossos alunos; considerando ser esta uma clientela específica com pelo menos uma característica em comum: a baixa renda. Em levantamento realizado no início do ano de 2011 dos quase 57%  dos alunos são provenientes da região nordeste, predominando os que procedem do Maranhão e do Ceará, o restante do Sul (PR; SC; RS) e de outros estados.
































TEMA NORTEADOR:

Psicologia da aprendizagem e a interpelação pais, alunos e escola.






























JUSTIFICATIVA:

A clientela da ESCOLA ESTADUAL IGNÁCIO SCHEVINSKI FILHO não é diferente da maioria das escolas brasileiras  composta por alunos carentes, e estas carências são das mais diversas, tais como: financeira, afetiva, paterna, materna, muitas casos paterna e materna ao mesmo tempo, crianças carentes de regras e limites além de problemas sociais econômicos e culturais. Ao se depararem com o ambiente escolar não conseguem se adaptar ao conjunto de normas que é uma escola pois não contam com o apoio dos pais que trabalham em período integral e também se encontram perdidos, sem saber como lidar os limites com os filhos. Há uma necessidade de auto-afirmação entre os educandos que se sobressai a qualquer outra característica, o empenho em desenvolver um bom trabalho em sala de aula, fazer as tarefas, ter uma boa profissão e ter qualidade de vida, parece ser ainda perspectiva de poucos alunos. Assim há um desejo do corpo docente em conhecer a fundo a psicologia deste grupo que está nesta fase tão conflituosa que é a adolescência, levando em consideração os problemas do contexto o qual o mesmo está incluso.
“Sabe-se que a adolescência é uma etapa em que as mudanças físicas acarretam importantes modificações na personalidade e nas relações com os outros.” (COLL, MARQUESI e PALACIOS, 2004)
Ao trazer o estudo de psicologia para a “Sala de Professor” busca-se adentrar no universo do adolescente e entender seus anseios e comportamentos. Sabe-se que todo o ser é dotado de desejos, conceitos, preconceitos, culturas das mais variadas, pois o município de Sorriso traz na sua formação populacional uma miscelânea de pessoas de várias partes do Brasil, e dessa forma os alunos crescem neste ambiente que não tem uma identidade cultural definida. A família tenta mostrar seus valores, muitas vezes considerado arcaicos e desatualizado pelos filhos, que vive uma realidade artificial criado pelo mundo ta TV, internet e o mundo do faz - de- conta. Percebe-se uma resistência muito grande pelo adolescente, em adotar esses valores e uma resistência muito grande nos pais em entender que estamos em outro momento histórico; valores do mundo exterior á família muitas vezes parece mais importante para ele  e acaba sendo inserido na mente do jovem.
“Diante de tantas transformações da sociedade contemporânea, a família tem de ajustar normas e valores, o que torna sua função psicossocial ainda mais importante, pois é ela que inicialmente ajusta socialmente seus membros.” (OLIVEIRA, 2009)
Entende-se que é de suma importância conhecer a cultura, a raiz, a estrutura familiar do aluno que freqüenta a instituição, porem neste ano, deseja-se ir a fundo e conhecer esta mente complexa destes adolescentes que serão o futuro da sociedade. Saber o que o está no íntimo para que a partir desta análise cada educador consiga revisar sua prática pedagógica e buscar transformá-la de maneira que atinja os objetivos propostos.
A mente do adolescente é um caminho pouco explorado. Sendo assim, buscar-se-á compreende-la da melhor maneira possível, para que ao final destas discussões tire-se conclusões e reflexões para se trazer para sala de aula novas metodologias e novas práticas que contemplem o adolescente da segunda década do século XXI.
              Diante do exposto a equipe de profissionais sentiu urgência em re – construir uma proposta pedagógica de sala de Educador juntamente com equipe do CEFAPRO/MT que confere a escola Identidade própria e Autonomia nas decisões ao  mesmo tempo possibilite ao profissional  assumindo responsabilidade, tornando - se mais competente no seu fazer pedagógico.

  


















OBJETIVO GERAL

        Aprofundar o conhecimento do corpo docente e demais profissionais da referida escola  nos assuntos ligados,  a interpelação profissional; a ética e demais valores pertinente ao desenvolvimento do adolescente principalmente em seus aspectos psicológicos, sociais e culturais.



OBJETIVOS ESPECÍFICOS (METAS)
ü  Compreender a tendência teórica que fundamenta a proposta do ciclo de formação humana;
ü  Propiciar condições para que os profissionais  que atuam no ensino médio possa desenvolver uma proposta metodologia dinâmica voltada a clientela de jovens trabalhadores;
ü  Possibilitar reflexão e  na referida escola; nas  1ª, 2ª, 3ª fase do 3º ciclo e Ensino Médio conheçam o processo de desenvolvimento psicológico das fases dos adolescentes.
ü  Compreender as influências que a mente do adolescente recebe do mundo externo: Família, amigos, colegas de escola, professores, etc;
ü  Refletir sobre como o professor do Ciclo de Formação Humana pode agir em relação ao seu aluno adolescente, que é carregado de idéias, conceitos, preconceitos, valores, etc.
ü  Entender a psicologia da educação como uma ferramenta, ou até mesmo como um recurso, no processo de ensino/aprendizagem.









































FUNDAMENTAÇÃO TEORICA:


               As mudanças no mundo econômico e os processos de transformações política na sociedade internacional do fim do século, levaram vários países a redimensionar suas praticas e rediscutir suas políticas econômicas, sociais, culturais e educativas. Os processos de mudanças, que envolvem processos de transição,  individuais e coletivos, nem sempre têm considerado os professores  e os grupos capazes para refletir  e transformar a escola  e muito menos têm valorizado  suas trajetórias  e sua participação na história da educação que acontece no contexto de suas comunidades, independentemente das administrações públicas; principalmente para o trabalho dos professores com seus alunos em sala de aula,  isso exige que se reflita sobre a complexidade pela qual a educação  vem sendo gestada.

A concepção de formação tem seu significado alterado pelas emergentes exigências de um mercado globalizado marcado, principalmente, pelos avanços tecnológicos. A formação Integral extrapola o espaço da educação formal e consideram muitos outros de vida social, em termos de convívio, percepções, sensações e vivências na construção cotidiana.” (Gentili-Andrade 2001)

          Em 1970, a formação do professor estava pautada no paradigma da racionalidade técnica. No entanto na década de 80 marcada pela globalização  traz mudanças  significativas às formas de organização do trabalho, obrigando todos a conviver com novas tendências,  como competição, empregabilidade, precarização do trabalho e exclusão social. A intensificação do processo de internacionalização das economias capitalista que se convencionou chamar de globalização tem exigido formar uma profissional cada vez mais critico formar professor pesquisador, reflexivo, consciente da constituição de sua identidade, da docência;

   A formação do professor, deu lhe suporte para trabalhar com púbico homogêneo e lhe é exigido que o mesmo desenvolva com seus alunos a capacidade de trabalhar em grupo, de resolver problemas, de elaborar e acompanhar projetos, entre outras,  o de trabalhar com grupos cada vez mais heterogêneo(...) Sem dispor de recursos e de alternativas para dar conta desta realidade que se apresenta.(Saviani;1991)

                  A pedagogia contemporânea entende que o processo de construção do conhecimento remete a aprendizagem, a uma educação que visa a formação intelectual e cidadã do sujeito, efetivando – se no espaço pedagógico através de processos interativos de reflexão, de discussão e permanentes questionamentos, de promoção de situações que permitam ao aluno mobilizar seus conhecimentos, ressignificá - los  e contextualizá-los frente aos novos conhecimentos e que  possibilite a inclusão   desse aluno:

“ Em linhas gerais, como pesquisadora dessa temática, posso afirmar que os pressupostos teórico-filosóficos que norteiam a proposta da escola ciclada se concentram no respeito aos ritmos diferenciados e na flexibilização do tempo escolar, portanto, estão apontando para a inclusão escolar. Se, o modelo de ensino em ciclos que vêm sendo vivenciado em nossas escolas não reflete tais pressupostos, é preciso que através de estudos, pesquisas e com muita discussão com toda a comunidade escolar, possamos chegar a um modelo que realmente atenda aos anseios de uma educação inclusiva e de qualidade. Ao contrário, podemos correr o risco de jogar o bebê junto com a água do banho. E a volta ao seriado significa apostar na educação como claro instrumento de seleção social.( Cabrera,2010 SEDUC/MT)

                     Ao analisar os resultados de pesquisa e as informações fornecidas pelo INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, do Ministério da Educação) ou pelas Secretarias de Educação (SEDUC-MT) ou CEFAPROS, sobre as estatísticas educacionais e o nível de qualidade de ensino produzidas na escola e sobre o desempenho da rede Pública Estadual da qual fazemos parte,  percebe-se que o baixo rendimento escolar bem como taxas de evasão, abandono, distorção idade-série, avaliações de aprendizagem, é um problema social  e de responsabilidade da coletividade mas recai principalmente sobre a Instituição Escolar como um todo, que muitas vezes não dá conta de cumprirem sua função social.

Há uma grande unanimidade nos estudos sobre o Bom funcionamento das escolas em considerar que a participação dos pais é um dos fatores responsáveis por uma avaliação positiva.(...)   A participação não deve centrar-se apenas na presença dos pais nos órgãos  ou nos conselhos  de gestão da escola.  Sua cooperação com a educação escolar de seus filhos deve concretizar-se principalmente na participação nas atividades escolares e extra-escolares e no envolvimento no trabalho de seus filhos em casa.”(Seduc/Mt-200)

No ECA (ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE), das medidas pertinentes aos Pais ou Responsável:
I-encaminhamento a programa oficial ou comunitário de proteção a família;
II- inclusão em programas oficial ou comunitário de auxilio, orientação e tratamento a alcoólatras e toxicômo;
III- Encaminhamentos a cursos ou programas de orientação;
IV- Obrigação de matricular o filho ou o pupilo e acompanhar sua freqüência e aproveitamento escolar:         
                  A mudança para uma cultura mais próxima dos interesses e  das preocupações  dos alunos passa necessariamente  por  uma participação maior  dos pais e dos próprios alunos na vida da escola.  Quando as normas, os valores e as expectativas existente numa escola  estão ajustados as possibilidades dos  alunos e significam  um estímulos para eles é mais fácil que se sintam ligados a experiências de aprendizagem que serão propostas no período escolar. O compromisso com a construção da cidadania pede necessariamente uma pratica educacional voltada para a compreensão dessa realidade social local; dos direitos e responsabilidades em relação à vida pessoal, coletiva e ambiental.
                 Surge  a necessidade de refletir que tipo de homem  que precisamos formar  e que tipo de conhecimento precisamos ter. Será possível através do Projeto “Sala do Educador”; fazer a diferença? Pois através da formação continuada aonde se propiciará o espaço aberto para o aprofundamento de seus conhecimentos teórico, metodológico através de estudo individual e coletivo aonde poderá ser redimensionado o projeto  direcionado pedagógico a ser desenvolvido pelos professores e comunidade escolar quando este esta embasado no PPP da escola.     
       O projeto político-pedagógico (PPP) da escola pode ser inicialmente entendido como um processo de mudança e de antecipação do futuro, que estabelece princípios, diretrizes e propostas de ação para melhor organizar, sistematizar e significar as atividades desenvolvidas pela escola como um todo. Sua dimensão político-pedagógica pressupõe uma construção participativa que envolve ativamente os diversos segmentos escolares. Ao desenvolvê-lo, as pessoas ressignaficam suas experiências, refletem suas práticas, resgatam, reafirmam e atualizam valores, explicitam seus sonhos e utopias, demonstram seus saberes, dão sentido aos seus projetos individuais e coletivos, reafirmam suas identidades, estabelecem novas relações de convivência e indicam um horizonte de novos caminhos, possibilidades e propostas de ação. Este movimento visa à promoção da transformação necessária e desejada pelo coletivo escolar e comunitário
           Segundo PADILHA, (1999-2002). “o projeto político-pedagógico é práxis, ou seja, ação humana transformadora, resultado de um planejamento dialógico, resistência e alternativo ao projeto de Homem, Escola e de Sociedade (...) burocrático, centralizado e descendente.”
         Ele é movimento de ação-reflexão-ação, que enfatiza o grau de influência que as decisões tomadas na escola exercem nos demais níveis educacionais. Ao pensar e implantar o PPP, mais do que programar ou implantar ações e propostas inovadoras há de se conceber a oportunidade que se tem de poder resgatar a alegria a felicidade existente no espaço educacional, festejar o encontro das pessoas e dos grupos, multiplicar os espaços de trocas e de relações inter-transculturais” nas relações estabelecidas para além dá/na escola.
         Conforme as afirmações do autor, na educação o planejamento de atividades curricular e ou extracurriculares não pode ser dissociado da construção do projeto político-pedagógico. Uma escola que não consegue se decidir por um projeto educacional caminha sem direção e tem poucas chances de contribuir para a formação cidadã e para o pleno desenvolvimento das atuais e futuras gerações. Há um tempo para sedimentares idéias. Um projeto precisa ser discutido e isso leva tempo. Há evidentemente outros componentes do projeto, sem os quais seu êxito pode ficar comprometido.
         Como elementos facilitadores de êxito de um projeto, Padilha( 1999 ) destaca:
1º - Uma comunicação eficiente. Um projeto deve ser factível e seu enunciado facilmente compreendido.
2º- Adesão voluntária e consciente ao projeto. Todos precisam estar envolvidos. A co-responsabilidade é um fator decisivo no êxito de um projeto;
3º - Bom suporte institucional e financeiro, que significa: vontade política,pleno conhecimento de todos - principalmente dos dirigentes - e recursos financeiros claramente definidos.
  - Controle, acompanhamento e avaliação do projeto. Um projeto que não pressupõe constante avaliação não consegue saber se seus objetivos estão sendo atingidos.
5º - Uma atmosfera, um ambiente favorável. Não é desprezível um certo componente mágico-simbólico para o êxito de um projeto, um certa mística (ou ideologia) que cimenta a todos os que se envolvem no “design” de um projeto;
6º-  Credibilidade. As idéias podem ser boas, mas, se os que as defendem não
tem prestígio, comprovada competência e legitimidade só pode obstaculizar o projeto.
h7º - Um bom referencial teórico que facilite encontrar os principais conceitos e a estrutura do projeto.
                  O projeto da escola depende, sobretudo da ousadia dos seus agentes e protagonistas, da ousadia de cada elemento que compõe o corpo da escola  em assumir-se como tal, partindo da cara que tem, com o seu cotidiano e o seu tempo-espaço na construção de uma Identidade Única. Enfim, um projeto político-pedagógico da escola deve apoiar-se:
a) No desenvolvimento de uma consciência crítica;
b) No envolvimento das pessoas: a comunidade interna e externa à escola;
c) Na participação e na cooperação das várias esferas de governo;
d) Na autonomia, responsabilidade e criatividade como processo e como produto do projeto.
         A falta desses elementos obstaculiza a elaboração e a implantação de um projeto novo para a escola. Na verdade implantação de um novo projeto político-pedagógico da escola enfrentará sempre a descrença generalizada dos que pensam que nada adianta projetar uma boa escola enquanto não houver vontade política dos de cima. Contudo, o pensamento e a prática dos de cima não de modificará enquanto não existir pressão dos de baixo. Um projeto político-pedagógico da escola deve constituir-se num verdadeiro processo de conscientização e de formação cívica; deve constituir-se num processo de repercussão da importância e da necessidade do planejamento na educação.
             Acreditamos ser possível fazer diferente para trazermos a comunidade de volta para a escola e ganhar dela confiança e aliados para fortalecerem nossa prática pedagógica como afirma Pacheco (2004), o arquiteto da Escola da Ponte em Portugal “Os Projetos Humanos precisam de Líder. Nas escolas é a mesma coisa. O Líder tem de vir do Coletivo e a ele ser Outorgada a Representatividade. Num Projeto todos são Importantes e Responsáveis”.
           Através do Projeto Político Participativo é possível fazer uma escola real, prazerosa aquela tão sonhada pelo saudoso brasileiríssimo referendado por Padilha , (1997) a escola cidadã, “a importância da escola que  estimula à curiosidade, imaginação, emoção, intuição do aluno e do professor, sempre associados à necessária rigorosidade da pesquisa científica”. E ainda afirma que “Transformar a experiência educativa em algo puramente técnico seria amesquinhar o caráter humano da formação da pessoa”
        Por isso, não deve existir um padrão único que oriente a escolha do projeto de nossas escolas. Não se entende, portanto, uma escola sem autonomia, autonomia para estabelecer o seu projeto e autonomia para executá-lo e avaliá-lo; a autonomia significa a capacidade de a escola decidir o seu próprio destino, porém permanecendo integrada ao sistema educacional mais amplo do qual faz parte. nesse sentido, ela não tem a soberania para se tornar independente de todos as outras esferas nem para fazer ou alterar a própria lei que define as diretrizes e bases da educação como um todo. 
         
























































 EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM:

Compreenda seu papel de educador:
 (equipe gestora, equipe técnica, merendeiras, vigias, equipe de apoio e professores) e a função da escola na  perspectiva da formação para a cidadania.
Reconhecer a necessidade de trabalhar conteúdos relacionados a valores.
Compreender que a aprendizagem de conteúdos relacionados a valores; ocorre tanto por meio do estudo das áreas do conhecimento como das mais variadas situações do convívio escolar(No portão no recreio, na quadra, no banheiro).
Fazer a distinção entre imposição e afirmação de valores;
Reconhecer a necessidade de coerência entre discurso e prática.

 






















 METODOLOGIA:

Estudos coletivos dos temas sugeridos pela escola e com supervisão do CEFAPRO, visando a necessidade real do cotidiano escolar, mediante pesquisa e levantamento de dados dos quais pode ocorrer: leituras e fundamentação teórica individual e a compartilhada, apresentação da equipe através de seminários, painéis, mesas-redondas, murais, projeção de filmes com tematização deles, etc.
A sala de professor poderá, esporadicamente, contar com cursos, palestras especializadas, seminário para aprofundamento, momentos em que se buscará articulação e cooperação com instituições  de formação de profissionais para a educação e ensino, CEFAPRO e Acessória Pedagógica e ou SEDUC/MT.






















TEMAS DE ESTUDO:

- APROFUNDAMENTO NA ESTRUTURA DA ESCOLA CICLADA (estudo fundamentação teórica SEDUC/MT)

-PSICOLOGIA DA APRENDIZAGEM (como a Criança e Adolescente Aprende)
 Palestra com Psicóloga  qualidade de Vida;

-DESVENDANDOS OS MISTÉRIOS DA MENTE DO ADOLESCENTE.

-ECA(Estatuto da Criança e do Adolescente)
Palestra com a Promotora e psicóloga do C.T.























AVALIAÇÃO E ACOMPANHAMENTO DO PROJETO:

- Auto-avaliação dos participantes;
- Relatório final (Execução do projeto e conclusão;);
-Registro Eletrônico:
                                       Blog “Sala do Educador”








                    



















BIBLIOGRAFIA:

ARIÈS, Philippe. História Social da Criança e da Família, Rio de Janeiro. Ed. Guanabara, 1978.
BRASIL. Ministério da Educação e Cultura. Secretaria de Ensino Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais. Brasília, 1998.
CAVALCANTE, Margarida Jardim. CEFAM: uma alternativa pedagógica para a formação do professor. São Paulo. Cortez, 1994.
FRIGOTTO, Gaudêncio. Problemas e Pseudo Problemas: recolocando as questões centrais do trabalho. In: A Produtividade da Escola Improdutiva: um (re)exame das relações entre educação e estrutura econômico-social e capitalista. São Paulo. Cortez: Autores Associados, 1984. p. 213-227.
GENTILE, Paola e ANDRADE, Cristina. Avaliação nota 10. Nova Escola. São Paulo. n. 147. p. 14-21. Novembro. 2001.
HOFFMANN, Jussara. Imprecisões da Terminologia. O significado do testar e medir. In: Avaliação: Mito e Realidade: Uma perspectiva construtiva. 11 ed. Porto Alegre: Educação e Realidade, 1991. p. 43-63
LIBÂNEO, José C. Uma definição de avaliação escolar. In: Didática. São Paulo. Cortez, 1991. p. 196-8.
MATO GROSSO. SEDUC. Escola Ciclada de Mato Grosso. Cuiabá-MT, 2000
MIZUKAMI, M. G. N. Ensino: As abordagens do processo. São Paulo, 1988.
OLIVEIRA, Marta K. Vygostsky. Aprendizado e Desenvolvimento: Um Processo Sócio-Histórico. São Paulo, Scipicione, 1995
PELLEGRINI, Denise. O ato de ler evolui. Nova Escola. N. 143. p. 13-5. Junho/Julho. 2001.
PULASKI, M. A. S. Compreendendo Piaget. Uma Introdução ao Desenvolvimento Cognitivo da Criança. trad. Vera Ribeiro. Rio de Janeiro Guanabara koogan S.A, 1996
SAVIANI, Dermeval. Escola e Democracia: teorias da educação, curvatura da vara, onze teses sobre educação e política. 24 ed. São Paulo. Cortez: autores Associados. 1991.
VASCONCELLOS, Celso S. Avaliação: Concepção Dialética Libertadora do Processo de Avaliação Escolar. São Paulo, 1992
VYGOTSKY, L. S. Aprendizagem e desenvolvimento. trad. Maria da Penha Villalobos. São Paulo. Ícone. ED









PROJETO SALA DE PROFESSOR AS TERÇAS FEIRAS NO PERÍODO NOTURNO.


CALENDÁRIO DA SALA DE EDUCADOR AS TREÇAS-FEIRAS


DATA
QTD. DE HORAS
16/abr
8 HORAS (SÁBADO ENCONTRO DE ABERTURA)
19/abr
4 HORAS
26/abr
4 HORAS
3/mai
4 HORAS
17/mai
4 HORAS
24/mai
4 HORAS
7/jun
4 HORAS
14/jun
4 HORAS
28/jun
4 HORAS
2/ago
4 HORAS
9/ago
4 HORAS
23/ago
4 HORAS
30/ago
4 HORAS
13/set
4 HORAS
20/set
4 HORAS
4/out
4 HORAS
11/out
4 HORAS
25/out
4 HORAS
1/nov
4 HORAS

TOTAL = 80 HORAS
REGENTES MATUTINO


TURMA
PROFESSORES
1ªF-  A
JANE
1ªF-  B
CAMILA
2ªF-A
NELSON
2ª F-B
CLEODES
3ªF-A
ELAINE
3ª F-B
ANILZA
            3ªF - F
ANILTON
1ªANO- A
SANDRA
1º ANO-B
JULIANA
1ºANO-C
EDIR
2ºANO -A
SILVANE
2ºANO-B
CILENE
3ºANO-A
PERCIVAL



OBRIGADO(A) POR COLABORAR!
                                        COORDENAÇÃO